Entrevista exclusiva com Dr. Bruno Haragushiku sobre estética dental! Tire suas dúvidas sobre facetas laminadas e lentes de contato!

Graduado em Odontologia pela Universidade de São Paulo, Dr. Bruno Haragushiku da Kazoku é especialista em estética dental, nos tratamentos de Lentes de Contato e Facetas Laminadas. Hoje, você confere no blog da KZK uma entrevista exclusiva com o Dr. Bruno para tirar todas as dúvidas com relação aos tratamentos dentais estéticos de facetas laminadas e lentes de contato.
 
1) Qual a diferença entre facetas de porcelana e lentes de contato?
Em facetas há necessidade de desgaste do dente e no caso da lente de contato dental o desgaste é mínimo ou nenhum.
 
2) Quais são os benefícios de fazer o tratamento com as lentes de contato?
Os benefícios são: melhorar a estética e harmonia do sorriso, preservar o máximo da estrura dental, restabelecer a função e resistência dos dentes.
 
3) Para qual tipo de paciente o tratamento é indicado?
Indicado para dentes com alterações de forma e cor, dentes desgastados ou que sofreram traumas, e correções de pacientes com diastemas (espaço entre os dentes). O indicado é a partir dos 15 anos, devido a formação completa dos dentes.
 
4) Existe alguma contraindicação? 
Higiene bucal inadequada, onicofagia (hábito de roer as unhas), e outros hábitos que possam comprometer a durabilidade do tratamento.
 
5) Como são feitos o tratamento e o processo de moldagem das lentes? 
O tratamento se baseia em 3 consultas, onde a primeira se realiza a moldagem e fotografias do sorriso. A segunda o preparo (desgaste) dos dentes se necessário, a moldagem funcional e confecção de provisórios. E a terceira consulta é onde se realiza a cimentação, acabamento e polimento das lentes. As duas moldagens são feitas com o melhor material de moldagem do mercado (silicona de adição), pois é o principal meio de comunicação entre o dentista e o laboratório.
 
6) Quais são as recomendações e cuidados após o tratamento? Existe a possibilidade de as lentes caírem?
Não existem restrições ou precauções com relação à consistência ou temperatura dos alimentos ingeridos. Mesmo os tratamentos estéticos com  transformações marcantes, podem levar uma vida normal imediatamente após a cimentação final das peças em porcelanas.
As possibilidades de a lente de contato dental caírem são mínimas, pois o que define a longevidade (durabilidade) são: qualidade do material utilizado, erro em algum passo da cimentação e hábitos inadequados do paciente.
 
7) É preciso manter um acompanhamento depois do tratamento? Com qual frequência?
Não há necessidade de acompanhamento ou manutenção das lentes de contato dental. O ideal seria ir frequentemente ao dentista para realizar os tratamentos de profilaxia e limpeza dental, para manter a saúde gengival e consequentemente das lentes.
 
8) Havendo interesse, quais são os primeiros passos para um paciente dar início ao tratamento?
O primeiro passo é marcar consulta com o dentista para avaliar o caso e se necessário será pedido exame radiográfico para diagnóstico e assim iniciar o planejamento do caso. Sendo aprovado o plano de tratamento pelo paciente, já damos início à moldagem e fotografias iniciais dos dentes.

Aftas celíacas: O que são e como tratar?

A doença celíaca é um distúrbio gastrointestinal encontrado em, aproximadamente, 1% da população mundial, caracterizada pela intolerância ao glúten (proteína presente no trigo, centeio, cevada, e outros grãos).

         A intolerância ao glúten faz com que o sistema imunológico do paciente ataque o intestino delgado na sua presença. Causando desconforto abdominal, essa resposta do corpo pode levar a danos de longo prazo no revestimento intestinal, dificultando ou não permitindo a absorção de inúmeros nutrientes essenciais ao funcionamento adequado do organismo.

         Além de afetar o intestino, a doença celíaca também ataca a boca e, de acordo com a Associação Dental Canadense, isso reflete a deficiência em minerais e vitaminas causada pela incapacidade de absorção do corpo. As aftas causadas pela doença são, por sua vez, bastante similares às úlceras orais, conhecidas simplesmente como “aftas”. No entanto, é possível identifica-las. Se forem esbranquiçadas e estiverem na língua e nas bochechas, se houver defeitos visíveis no esmalte do dente ou se tiverem erupções cutâneas, dores de cabeça, diarreia e inchaço, deve-se atentar para a presença de doença celíaca.

         Uma vez que o problema se inicia com a intolerância ao glúten, o tratamento começa eliminando-se o glúten da dieta. Se os sintomas não passarem, é necessário buscar ajuda médica.

O que são implantes dentários?

No Brasil, metade da população adulta tem perda dentária grave. Segundo o IBGE, 50% dos adultos tem 20 ou menos dentes funcionais, enquanto que, para os idosos, essa taxa sobe para 70%.

Apesar de muitas pessoas não saberem o que é ou como funciona um implante dentário, colocar implante é um procedimento bastante comum no meio odontológico. Ele consiste em estruturas metálicas, geralmente de titânio, que são posicionadas cirurgicamente no osso maxilar, de forma a substituir as raízes dentárias de dentes que estão total ou parcialmente insalubres. Sobre eles, então, o dentista coloca dentes artificiais. O procedimento é realizado com pinos sendo colocados sob a gengiva que, depois, encaixam esses dentes artificiais que podem estar ou agrupados em uma ponte ou isolados.

Como são integrados ao osso, os implantes fornecem alta estabilidade aos dentes artificiais colocados sob as estruturas metálicas, garantindo com que as próteses não escorreguem nem mudem de posição durante a alimentação e a fala.

Dentaduras comuns, em contraste, são, muitas vezes, desconfortáveis para os pacientes, que por sua vez não se adaptam aos aparelhos e sentem dores em pontos sensíveis da boca. No entanto, para receber um implante, que é um procedimento mais invasivo, é necessário que as gengivas do paciente estejam relativamente saudáveis e que os ossos estejam adequados para sustentar a estrutura.

Dessa forma, fica a critério de cada pessoa decidir se prefere um procedimento mais invasivo, porém com maior durabilidade e conforto ou o uso de dentaduras.

Odontofobia: Por que existem tantas pessoas com medo de dentista ?

Desde crianças, as pessoas costumam assistir filmes, desenhos, ou notícias em que o medo de dentistas aparece. Na verdade, são muitos os indivíduos que sentem pânico com o barulho dos aparelhos de um consultório odontológico e a simples presença de um profissional da área. Estudos estimam que por volta de 15 a 20% dos pacientes têm, de fato, medo de ir ao dentista no Brasil.
Muitos discutem que a origem desse medo vem de métodos antigos que eram extremamente desconfortáveis para os pacientes. Esse desconforto era muito comum e compreensivo, já que o desenvolvimento da área da saúde não era avançado igual a hoje.
Atualmente, porém, mesmo após a modernização dos instrumentos usados nos consultórios odontológicos, ainda existe uma parcela significativa da população que sofre da odontofobia e essa, por sua vez, tenta ser explicada pelo fato de o paciente ter sofrido alguma experiência traumática na infância ou até mesmo ter pais que tenham transmitido seus medos para os filhos.
Nesses casos, é fundamental que o paciente procure ajuda com um psicólogo ou psiquiatra, visto que a odontofobia pode prejudicar o desenvolvimento de tratamentos odontológicos e consequente saúde bucal, causando problemas, também, de autoestima.

Escovar os dentes com força e da forma errada pode causar sensibilidade

Muitas pessoas acreditam, na tentativa de deixar os dentes “mais limpos”, que escovar com força é a maneira correta de fazê-lo. No entanto, quanto maior a pressão posta durante a escovação, maior é o desgaste do esmalte do dente e a possibilidade de retração gengival. Quando isso acontece, a dentina fica desprotegida e, consequentemente, os estímulos de temperatura conseguem chegar à polpa, onde ficam os nervos e os vasos sanguíneos, causando a sensação de sensibilidade.

O correto é escovar com suavidade, atingindo todas as áreas possíveis durante o processo. Os locais onde a escova de dente não consegue alcançar, calculados em torno de 35% da superfície dental, podem ser devidamente mantidos através do uso do fio dental, que, por sua vez, mostra-se de extrema importância na rotina diária de higiene bucal.

A má escovação, quando associada a longa data, pode agravar cada vez mais o problema da sensibilidade, além de cáries, gengivite e bruxismo. Assim, é necessário visitar um dentista assim que o problema da má escovação tiver sido identificado pelo paciente.

Por isso, para manter a qualidade da saúde dental é recomendável visitar um dentista, pelo menos, duas vezes ao ano.

Por que é tão importante ter uma mordida correta?

De acordo com um estudo publicado em 2011 pelo American Journal of Orthodontics and Dentofacial Orthopedics, 890 pessoas avaliaram fotografias que haviam sido editadas para mostrar mordidas normais e mordidas imperfeitas, chamadas de oclusão.

Segundo o relatório final, as classificações de “atraente”, “inteligente”, “agradável”, “bonito” e “extrovertido” diferiam de forma significativa dependendo da condição de oclusão representada, sendo que as pessoas com mordida correta eram relacionadas a “atraentes” e “inteligentes”.

A má oclusão pode ser hereditária, ou resultado de maus hábitos, como chupar dedo, chupeta ou a perda prematura de um dente. A mordida incorreta pode interferir na mastigação e na fala, além de causar desgastes anormais ao esmalte do dente e trazer ou intensificar problemas com a autoestima do paciente.

Assim, torna-se importante a correção do problema, que traz uma melhora na saúde bucal, visto que dentes tortos dificultam o processo de higienização, como a escovação diária, e um aumento na autoestima. O tratamento ortodôntico costuma ser o mais indicado, sendo que os bráquetes, hoje em dia, já são fabricados de forma que o tratamento do paciente seja o mais discreto possível.

Dicas para aliviar a dor de dente

Existem vários problemas dentais que podem causar dores. Entre eles, a cárie, o bruxismo, o briquismo e a gengivite são os mais comuns e tornam necessária a visita a um dentista para a adoção de um tratamento adequado para cada caso.

Em momentos de dor, no entanto, há algumas dicas que podem ser feitas para auxiliar no alívio do desconforto. Confira:

  1.  Cubos de gelo
    O gelo ajuda a diminuir o inchaço que pode ter sido causado por alguma inflamação local. Recomenda-se tanto chupar uma pedra de gelo quanto encostar na bochecha, na área de dor, as pedras envoltas em uma toalha;
  2. Ingestão de alimentos frios
    Pela mesma lógica do gelo, alimentos frios ajudam a diminuir o inchaço
  3. Pastas de dente especiais;
    Em casos de retração gengival, o uso de pastas para dentes sensíveis pode auxiliar na diminuição dos sintomas de dor. No entanto, se existir a possibilidade de contração de cárie, é preciso visitar um dentista;
  4. Remédios analgésicos
    Caso o paciente tenha o costume de usar algum analgésico para casos de dor, é possível usá-lo para aliviar a dor no dente. Aqui, é importante salientar que não é aconselhável o uso de medicamentos que nunca foram usados previamente, para evitar reações alérgicas, e que o uso de anti-inflamatórios deve ser apenas administrado a partir da orientação de um dentista.

O que é a Bichectomia e por que faz tanto sucesso?

Sendo um dos procedimentos mais procurados dos últimos tempos, a bichectomia tem conquistado as pessoas que se sentem descontentes com o tamanho e aparência das bochechas.

O nome “bichectomia” vem de “bola de bichat”, que é uma estrutura gordurosa localizada nas bochechas, deixando o rosto com a aparência redonda. Com a sua retirada, as maças do rosto ficam destacadas, criando um perfil aparentemente mais magro.

Como a bichectomia é uma intervenção cirúrgica, exige a avaliação de um cirurgião-dentista ou cirurgião-plástico, principalmente para que não haja uma expectativa que não condiga com a realidade com relação a resultados e procedimento.

O procedimento, por sua vez, não deixa cicatrizes que ficam aparentes e o período pós-operatório se assemelha ao de extração de um dente do siso, sendo que, nos primeiros dias, recomenda-se evitar esforço físico, ingestão de alimentos quentes e exposição solar.

Finalmente, apesar da simplicidade do procedimento da bichectomia, ele continua sendo um procedimento cirúrgico e, portanto, apresenta riscos de infecção e sangramento. Isso torna extremamente importante que o profissional escolhido tenha experiência e inspire a confiança do paciente.

Estágios da Cárie e Como Evitar

O termo “cárie” se refere a uma forma de denominar a deterioração do dente, que é, por sua vez, fortemente influenciada pelo estilo de vida de cada indivíduo, como o que come, como cuida dos seus dentes e a presença de flúor na água ingerida e no creme dental. Também, a hereditariedade pode influenciar a predisposição dos dentes para se deteriorarem, assim como a xerostomia (boca seca), que aumenta significativamente a probabilidade de cárie.

Apesar de a cárie ser mais comum em crianças, os adultos estão sujeitos a ela. Abaixo, confira os tipos existentes de cárie:

  • Cárie Coronária: Sendo a forma mais comum de cárie, ela se localiza nas superfícies de mastigação ou entre os dentes;
  • Cárie Radicular: Com o envelhecimento, a gengiva inevitavelmente se retrai, deixando partes da raiz dos dentes expostas. Dessa forma, essas áreas se tornam mais propensas a deterioração;
  • Cárie Recorrente: É aquela que ocorre em volta de restaurações e coroas já existentes pela acumulação de placa.

A cárie, quando não tratada, pode destruir o dente e atingir a sua polpa (nervo), resultando em uma área de infecção na ponta da raiz. Uma vez formado o abscesso, ele só pode ser tratado através do tratamento de canal, cirurgia ou extração do dente.

Como é difícil diagnosticar a cárie sem a presença de um dentista, é muito importante ir regularmente a uma clínica odontológica para prevenir a doença. Além disso, evitar alimentos com muitos açúcares e amido, escovar os dentes pelo menos três vezes ao dia e usar fio dental regularmente ajudam na sua prevenção.

A Saúde Bucal na Terceira Idade

Com a idade, o envelhecimento geral, mesmo com uma boa saúde e higiene bucal, traz uma série de problemas e desconfortos que devem ser tratados para a manutenção de uma vida com qualidade para os idosos.

Em especial, o uso de fio dental tem uma importância ímpar para esse grupo, visto que doenças de gengiva inevitavelmente os atingem. Mesmo que o paciente mantenha uma boa saúde bucal e higienização, o passar dos anos inevitavelmente traz o recesso das gengivas e o aumento da sensibilidade. O fio dental, por sua vez, atua promovendo a saúde da gengiva, diminuindo os efeitos desse processo.

Outro problema que acomete pacientes na terceira idade é a boca seca, ou xerostomia, que também pode ter seus efeitos minimizados com o uso do fio dental. Estudos mostram que a boca seca pode aumentar os riscos de doenças de gengiva, já que não há liberação suficiente de saliva para eliminar bactérias e partículas de alimento acumuladas.

Além disso, cáries e problemas com a raiz dos dentes são mais comuns nesse público. O uso de creme dental para dentes sensíveis e com flúor, então, se torna um fator importante para manter a saúde bucal dos idosos.

Finalmente, devemos atentar para a gengivite, que pode ser agravada pela má alimentação, higiene bucal inadequada, doenças sistêmicas, como a diabetes, e fatores ambientais, como o estresse e fumo.

Dessa forma, consultas periódicas com o seu dentista para a realização de exames, limpeza e orientação sobre a manutenção da saúde bucal são altamente recomendadas para que os idosos mantenham uma vida de qualidade.